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Da redação

O senador Angelo Coronel (PSD) voltou a repercutir nos bastidores da política baiana ao comentar, em tom deboche e até irônico, sua atuação durante a eleição presidencial de 2022. Em declaração recente, o parlamentar admitiu ter adotado uma postura diferente da orientação de seu grupo político, reconhecendo que não votou no candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Luiz Inácio Lula da Silva, mas sim em Jair Bolsonaro (PL).

A revelação foi feita entre risos, e em tom de deboche, quando Coronel classificou sua própria atitude como uma “traição”, considerando que o PSD, à época, integrava a base aliada do PT tanto no cenário nacional quanto estadual. Segundo o senador, sua posição já era conhecida internamente, o que, na sua avaliação, reduziria o impacto político da decisão.

Além da escolha no pleito presidencial, Coronel também destacou que teve participação limitada na campanha de Jerônimo Rodrigues (PT) ao governo da Bahia. De acordo com ele, sua presença se restringiu à convenção partidária, sem envolvimento direto nas atividades de campanha.

As declarações reacendem discussões sobre fidelidade partidária e alinhamento político dentro das bases aliadas, especialmente em momentos decisivos como eleições majoritárias. A postura do senador levanta questionamentos sobre os limites da autonomia individual de parlamentares frente às estratégias coletivas de seus partidos.

Nos bastidores, a fala repercutiu entre lideranças políticas e aliados, alimentando dúvidas sobre futuros posicionamentos do senador. A inquietação é resumida em uma pergunta que circula entre analistas e atores políticos: quem poderá ser o próximo alvo de uma traição política de Angelo Coronel?

O episódio evidencia, mais uma vez, as complexidades e contradições que marcam o cenário político brasileiro, onde alianças nem sempre se traduzem em convergência plena nas urnas.