Homenageada por colegas, estudante da UFSB atropelada será sepultada hoje em Mascote

Luto
A jovem Ellen Santos Reis, de 22 anos, estudante da Universidade Federal do Sul da Bahia, será sepultada nesta sexta-feira (22), em Mascote, no Sul da Bahia, onde seu corpo está sendo velado.
Ellen morreu na manhã de quinta-feira (21), no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, após permanecer mais de dois meses internada em decorrência de um grave atropelamento ocorrido na BR-415, em frente à Ceplac, no trecho entre Itabuna e Ilhéus, justamente no dia em que completou 22 anos.
A morte da estudante causou forte comoção entre colegas, professores, amigos e familiares. Nas redes sociais, diversas homenagens destacaram o carinho, a dedicação aos estudos e os sonhos interrompidos precocemente pela tragédia.
Na noite de quinta-feira (21), estudantes realizaram um ato em homenagem à jovem no Campus Jorge Amado, da UFSB. Diversos professores suspenderam as aulas em memória da discente, ressaltando sua dedicação acadêmica e convivência com os colegas .
A direção da Universidade Federal do Sul da Bahia emitiu nota de pesar lamentando o falecimento da estudante. Um ônibus foi disponibilizado para quem desejasse participar do sepultamento. O veículo sairá em frente à Reitoria da universidade, em Itabuna, às 13h, com destino a Mascote, retornando após a cerimônia.
A tragédia
O acidente aconteceu no dia 16 de março, quando Ellen atravessava a faixa de pedestres em frente à Ceplac, na BR-415.
Ela foi atropelada por um veículo da empresa Tellus, prestadora de serviços para a Neoenergia Coelba, que trafegava em alta velocidade.
De acordo com testemunhas, o impacto foi muito violento e a estudante sofreu diversos ferimentos. Ela foi socorrida em estado grave e encaminhada ao Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, onde permaneceu internada desde então.
Após o atropelamento, estudantes e membros da comunidade acadêmica realizaram manifestações cobrando medidas urgentes para evitar novos acidentes na rodovia. Entre as reivindicações estavam a reinstalação do radar de controle de velocidade, iluminação do trecho, maior fiscalização, melhoria da sinalização e implantação de mecanismos para redução da velocidade no trecho.
Um dos pontos mais questionados foi a ausência do radar de controle de velocidade. Segundo relatos de universitários, o equipamento estava sem funcionar havia meses e teria sido reativado somente após os protestos, e a repercussão do caso e a pressão da comunidade acadêmica.
A deputada federal Lídice da Mata interveio junto ao DNIT para a reinstalação do equipamento e também articulou, junto ao Governo do Estado, o asfaltamento de um trecho de cerca de um quilômetro na área da Ceplac, que dá acesso ao campus da universidade.









