Navio-escola Ciências do Mar IV atraca no Porto de Ilhéus e fortalece pesquisa na Bahia

Projeto destaca papel da CODEBA no fomento ao ensino e pesquisa na região
Em sua quarta expedição, o navio-escola Ciências do Mar IV atracou no Porto Ilhéus nesta última semana, para a realização do projeto Censo do Mar. A embarcação, construída pelo Ministério da Educação (MEC), está à disposição das universidades da região Nordeste, funcionando como um laboratório flutuante e recebeu, ao longo da semana, estudantes e docentes do curso de Oceanologia da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), que puderam coletar dados e fazer análises diretamente no ambiente marítimo.
A permissão de uso do Porto de Ilhéus foi autorizada pela Autoridade Portuária Federal – CODEBA, com isenção das tarifas portuárias para a atracação da embarcação que é destinada, exclusivamente, para atividades de ensino e pesquisa oceanográfica, com previsão de utilização do cais para embarque, desembarque e troca de equipe de pesquisadores e estudantes em períodos programados durante o mês de maio de 2026.
No último sábado (16), o gerente do Porto de Ilhéus, João Aquino, e a reitora da UFSB, Joana Guimarães, visitaram o Ciências do Mar IV. “O Porto de Ilhéus é um espaço vivo, que dialoga de forma permanente com a sociedade. Viabilizar condições para fortalecer o ensino e a pesquisa acadêmica é parte essencial do compromisso da CODEBA com o desenvolvimento regional e com a ciência produzida na Bahia. Na próxima vez que o navio-escola atracar em Ilhéus, vamos receber visitas de outras universidades, faculdades, de escolas e da comunidade em geral”, ressalta o gerente João Aquino.
O professor Caio Turbay, coordenador desta etapa do projeto ao lado dos professores Marcos Bernardes e Leonardo Moraes, explica que “esse navio tem uma importância muito grande, porque ele vem junto com os parceiros, a Codeba principalmente, alavancar a questão do ensino e da pesquisa científica no sul da Bahia”. Ele também evidencia que o papel da CODEBA vai além da cessão do espaço. A companhia se torna, na prática, uma parceira estratégica para a democratização do conhecimento científico na região. “É de suma importância toda essa conexão entre Ciências do Mar, Codeba e universidades. No final, tudo isso é levado para a sociedade”, sublinhou.
Os estudos estão concentrados na região do Royal Charlotte, uma estrutura marinha vulcânica que guarda semelhanças com Abrolhos, já conhecida nacionalmente pela biodiversidade e que abriga descobertas científicas de relevância global. Segundo Caio, a área guarda particularidades fundamentais para os estudos climáticos. “Nós começamos a estudar o Royal Charlotte em 2022. É muito recente. Existia um estudo da década de 70, mas era muito superficial. Agora, estamos destrinchando essa grande ecorregião”, contou o professor.
O navio-escola é equipado com sonar de varredura lateral — capaz de produzir imagens detalhadas do fundo marinho, além de equipamentos. Ascomcodebahia









